VOANDO ÀS CEGAS: SENSAÇÕES AO VIAJAR DE AVIÃO – parte 2

Olá amigos,

Eu sou o Sérgio Faria e estou aqui para falar de viagens, pois, é uma coisa que eu gosto muito, e, além disso, profissionalmente já tive que viajar bastante.

Dessa vez o meu foco será alguns cuidados e intercorrências que podem ocorrer no seu voo, complementando as informações do excelente artigo “Voo às cegas” que a Atena escreveu.

Primeiro gostaria de dizer que o artigo da Atena ficou muito bom e traz boas informações, as quais, mesmo eu que já tenho algumas dezenas de voos, nunca me atentei para descrever às pessoas.

Em segundo lugar, já indo direto ao ponto, me permitam acrescentar mais alguns detalhes, como:

Sempre que pegar um voo é importante termos um plano B, isto é, sabermos o que fazer caso o avião não consiga pousar no aeroporto programado. Tendo em conta que isso já me ocorreu algumas vezes, as dicas principais, são:

  1. Assim que o comandante, ou atendente informarem que o voo será desviado para o aeroporto X, isto é, algum diferente do programado, dirija-se a um atendente e pergunte como será feito o translado para o aeroporto de destino que o seu voo foi programado e qual o horário previsto de chegada. Dessa forma, assim que você tiver condições de se comunicar com as pessoas que estejam te esperando, poderá avisá-los de sua nova previsão de chegada.
  2. É importante ressaltar que as empresas aéreas tem obrigação de te fazer chegar ao aeroporto de destino para o qual você comprou a sua passagem aérea;
  3. Se a distância entre o aeroporto que o avião pousou e o seu aeroporto de destino for relativamente curta, algo em torno de 3 ou 4 horas de viagem, a empresa aérea costuma oferecer ônibus para levar os passageiros até o aeroporto de destino originalmente programado;
  4. Nos casos que a distância é muito longa, ou que há algum problema de visto, os passageiros ficam na área interna do aeroporto aguardando melhores condições de voo e Pouso para retomar a viagem para o aeroporto original de destino.
  5. Em alguns casos, mais raros, a empresa aérea chega a hospedar os passageiros em hotéis próximo ao aeroporto para aguardar melhores condições de voo e chegar ao aeroporto final.

Extravio de bagagem: Como a Atena escreveu, pode haver extravio da sua bagagem. Isto é, sua bagagem pode ser perdida, desviada, Ou danificada. Nessas situações você deve notificar a empresa aérea, pois, ela tem responsabilidade sobre sua bagagem e em alguns casos você poderá ser indenizado. Uma vez um colega da empresa viajou para a França, a mala dele foi perdida e ele foi regiamente indenizado pela empresa aérea. Um outro colega teve sua mala danificada e foi ressarcido com o valor de uma mala nova. Claro que nada é assim tão fácil, não basta você chegar no balcão de reclamações e dizer: eu quero ser indenizado porque minha bagagem se extraviou. Você precisa mostrar os documentos de embarque, seus documentos, aquelas identificações de bagagem que você recebeu quando fez o check-in e a empresa aérea fará todo um processo de análise e verificação. Algumas vezes você leva dias para que tudo seja resolvido. Portanto, o melhor mesmo é torcer para que nada disso ocorra com você, porque ninguém merece chegar em outro país, ou outra cidade distante e ficar sem os seus pertences, não é mesmo?

Agora falando um pouco de sensações, uma vez, a aproximadamente uns 15, ou 16 anos atrás, eu peguei um voo de São Paulo para Chapecó. O avião era um Brasília turbo hélice da Embraer. Essa aeronave é pequena, Porém, muito segura. Tem uma fileira de 2 acentos de um lado e uma outra de apenas um acento do outro lado. A melhor descrição que me passaram desse avião, é que parece um lápis com asas.
Bem, era inverno, estação em que os aeroportos abrem e fecham o tempo todo no sul do país, La fui eu para Chapecó. Quando chegamos o avião começou a dar voltas sobre a pista, entretanto, sem conseguir visão suficiente para efetuar o pouso. Essas voltas eram recheadas de perdas repentinas de altitude, subia um pouquinho e saía de lado, como se fosse um carro derrapando. Eu lembrava do Galvão Bueno narrando as corridas do Ayrton em Mônaco, quando ele gritava todo entusiasmado: “Ayrton põem o carro de lado, corrige, freia la dentro, escorrega na curva, corrige outra vez e traz no braço”. A diferença é que, apesar de não ter medo de voar, não tem muita graça saber que isso está ocorrendo com você há algumas centenas de metros de altura. O melhor de tudo foi que finalmente o tempo clareou um pouco e, apesar do estômago ter ido parar no lugar do coração, o coração no lugar do pulmão, etc, conseguimos pousar.

Falando de detector de metais, quando se viaja com um cão-guia, esse é um momento um pouco tenso, pois, o cão também tem que passar no detector de metal e, algumas vezes, aliás, várias vezes, exigem que se tirem todo o equipamento do cão. Você retira todo o equipamento; coloca nas bandejas que a Atena já explicou no artigo dela; posiciona o cão enfrente ao detector; pede para ele ficar parado; você passa no detector e depois chama o cachorro; ele passa; aí você pega os equipamentos e recoloca no cão. São alguns minutos em um ambiente agitado e que você tem que ter absoluto controle sobre seu cão, pois, ele estará sem nenhum equipamento. Mas, um dia desses eu escrevo para contar tudo sobre viajar com cães-guia. Isto é: os trâmites legais para liberação do cachorro; possíveis intercorrências, cuidados, como e onde alojar o cão no voo, etc.

Forte abraço a todos e boas viagens inclusivas.

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